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Parece impossível que seja a ONU a resolver a crise no Cáucaso.
Sinal da impotência das Nações Unidas, o facto do secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, ter enviado a sua porta-voz para se pronunciar sobre um caso que ameaça reconfigurar toda a geopolítica do Cáucaso, região rica em recursos energéticos:
“Os desenvolvimentos de hoje podem ter grandes implicações na segurança e estabilidade no Cáucaso. O secretário-geral lamenta que os esforços para encontrar uma solução de futuro para a crise na Geórgia no seio do Conselho de Segurança possam estar comprometidos”.
De facto, o Conselho de Segurança está refém do poder de veto da Rússia, que informou esta terça-feira a ONU do reconhecimento da independência das províncias separatistas da Geórgia. Algo que já era esperado depois do Ocidente ter reconhecido a independência do Kosovo.
Mais uma vez as Nações Unidas demonstram a sua incapacidade para responder aos desafios e crises do nosso tempo, uma crítica a que a União Europeia também não escapa.
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