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O barco norte-americano com ajuda humanitária para a Georgia chegou esta quarta-feira, ao porto de Poti.
Foi recebido em ambiente de festa, mas atracou num cais secundário do Mar Negro, para evitar o confronto com as forças russas que mantem o controle do mais importante porto do país.
Uma chegada que foi antecidida de notícias contraditórias. Primeiro, o porta voz da embaixada americana em Tblissi anunicou a chegada de dois barcos de guerra. Posteriormente, o embaixador disse que se tratava apenas de um navio com ajuda humanitária.
Entretanto, mantém-se a guerra de palavras. O presidente, Mikhail Sakaashvili acusa os russos de estarem a fazer bluff e a desfiar o ocidente:
“Os russos estão a fazer bluff e estão a exagerar. Eles não têm essa força . Podem ter muito mais soldados no território que o exército georgiano que é pequeno. Nós não podemos combater os 3.000 tanques que eles têm no nosso território, de maneira nenhuma. Estão a tentar desafiar o ocidente, os americanos, muito para além das suas possibilidades”.
Do outro lado, Dmitri Medvedev tem-se desmultiplicado em declarações. O presidente russo garante que o reconhecimento das repúblicas da Ossétia do Sul e da Abcazia tem fundamento, no direito internacional:
“A única maneira de preservar aqueles povos era reconhecê-los à luz da lei internacional, reconhecer sua independência como Estado. A nossa resposta é baseada inteiramente na lei internacional, na carta da ONU, nos acordos de Helsínquia e noutros acordos internacionais”.
Um reconhecimento que tem sido assinalado com festa, nas duas repúblicas.
Turquia, Síria, Irão e Jordânia, segundo a imprensa russa, podem também reconhecer as novas repúblicas.
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