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No centro da Geórgia, Gori parece abandonada, após a saída das tropas russas que tinham tomado o controlo da cidade.
A população que não fugiu espera ajudas humanitárias que tardam em chegar e acusa milícias armadas de pilhagens em Gori.
No terreno, reina a incerteza quanto à retirada das tropas russas. Se nas ruas de Gori já não se vêem militares, soldados e blindados russos continuam estacionados nos arredores da cidade.
Uma testemunha disse à agência Reuters que um comboio militar russo se aproximou hoje de Tbilissi, depois de ontem se multiplicarem os relatos de tropas russas em várias outras localidades georgianas.
Civis que fugiram das zonas de conflito continuam a chegar a campos de refugiados, nomeadamente junto à capital georgiana.
Entre os desalojados, uma mulher explica que “estão numa situação muito difícil, apesar de estarem a ser ajudados pelo Governo”. Acrescenta que sente “vergonha” por não ter “um único tostão” e estar “cheia de fome”.
As Nações Unidas e a Cruz Vermelha enviaram centenas de toneladas de ajudas para a Geórgia. No entanto, as duas organizações internacionais dizem precisar de melhores condições de segurança para entrarem na Ossétia do Sul.
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