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É na república russa da Ossétia do Norte que se refugiam todos quantos fogem da guerra que se trava mais a sul. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, esteve na região e visitou os deslocados que chegaram a Vladikavkaz. De acordo com o chefe do governo de Moscovo, na capital dterritório do Cáucaso encontram-se já 34.000 refugiados. Todos afirmam fugir do horror provocado pelo fogo cerrado da artilharia. As crianças têm fome e nada se consegue encontrar. Água, pão, gás e electricidade, tudo desapareceu.
Regressado a Moscovo, Vladimir Putin transmitiu estes testemunhos ao presidente Dmitri Medvedev:
“As pessoas estão numa situação difícil, em particular os idosos, as crianças e as mulheres. Assistiram a muitas tragédias. Gostaria de lhe chamar à atenção, senhor presidente, para o seguinte: para estas pessoas, o que viram ultrapassa o que entendem como acções militares. Estes são elementos de um genocídio contra o povo da Ossétia do Sul.”
Entretanto uma fonte das forças russas citada pela agência Ria-Novosti, anunciou um acordo no terreno para a abertura de dois corredores humanitários, mas esta notícia foi prontamente desmentida pelo governo georgiano.
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