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As homenagens ao escrito russo e nobel da literatura Alexandre Solzhenitsyn multiplicam-se um pouco por todo o mundo.
O autor de “ O Arquipélago de Gulag” faleceu este domingo, em Moscovo, aos 89 anos vítima de uma insuficiência cardíaca aguda.
Os restos mortais de Solzhenitsyn estão em câmara ardente na Academia de Ciências da capital Russa.
O prémio Nobel da Literaura em 1970 vai a sepultar esta quarta-feira no cemitério do mosteiro Donskoi, em Moscovo. Um lugar eleito pelo antigo dissidente.
Junto da casa de Solzhenitsyn são muitos o que lembram aquele que denunciou a tirania do regime soviético.
“Trata-se evidentemente de uma grande perda, mas a obra que nos deixa ultrapassa a sua própria existência. É isso que nos deixa a nós, à Rússia e ao futuro do país”, afirma o realizador e actor Nikita Mikhalkov.
Mas as obras de Solzhenitsyn nem sempre foram bem vistas. Em 1974 foi expluso da antiga URSS acusado de traição à pátria.
“Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch” e “O Arquipélago de Gulag” são duas das obras mais conhecidas do escritor.
Retratos históricos vividos na primeira pessoa nos campos de trabalhos forçados na Sibéria, que imortalizam Alexander Solzhenitsyn.
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