
Eutanásia: Justiça italiana aprovou suspensão de tratamento, políticos e Vaticano em desacordo
01/08/08 20:02 CET
Itália
mundo
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É de novo a polémica sobre a Eutanásia em Itália.
O procurador-geral de Milão recorreu da decisão da justiça de retirar a alimentação a uma mulher em coma há mais de 16 anos.
Eluana Englaro, agora com 36, entrou em coma na sequência de um acidente de viação.
O assunto chegou à Câmara de Deputados e os Senadores aprovaram esta tarde uma moção no sentido de considerar que os juízes não têm competência para se pronunciar sobre modalidades do fim de vida; é algo que cabe ao legislador.
A moção, na realidade, não vai mudar nada, apenas protestar contra os juízes italianos
O líder do grupo parlamentar do Partido Democrático considera que é preciso legislar sobre o fim de vida para evitar que no futuro os magistrados tenham estes problemas e passem a actuar dentro de um quadro jurídico estruturado.
O recurso interposto pelo procurador-geral impede a suspensão do tratamento administrado num hospital de Lecco, no norte de Itália.
Fabio Viseli, premiado com um galardão em Reabilitação Neurológica, revela que existem em Itália entre 1500 e 2500 doentes em estado vegetativo, mas confessa ser muito difícil tomar consciência da gravidade e das hipóteses de recuperação em cada caso.
Os juízes que analisaram o pedido da família de Eluana Englaro consideraram provado que o estado vegetativo era permanente e irreversível.
O processo já corre desde 1999, mas parte da classe política e a Igreja Católica condenam o acto e repudiam a decisão da justiça italiana.
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