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Sancionar as empresas que empreguem imigrantes clandestinos é uma das propostas que os ministros do Trabalho e Imigração estão a estudar. Os países do Sul, mais afectados pela entrada de clandestinos, querem sanções harmonizadas. Os países do Norte e Leste defendem que cada Estado deve ser livre de decidir.
Até ao final do ano, a presidência francesa da União quer medidas concretas para combater a imigração clandestina. E também para fomentar a imigração legal, como o tão falado “cartão azul”: “O ‘cartão azul’ tem como vocação tornar a Europa – toda a Europa – atractiva para os candidatos à imigração que já demonstraram as suas elevados qualificações”, explica o comissário para a Justiça, Jacques Barrot, que acrescenta: “Estamos em concorrência – é preciso dizê-lo – com os Estados Unidos.”
O cartão azul é uma proposta da Comissão Europeia, à semelhança do “green card” norte-americano, mas que ainda não viu a luz do dia. Este cartão visa facilitar o acesso, ao mercado de trabalho europeu, de imigrantes qualificados: enfermeiros, médicos, engenheiros ou cientistas, por exemplo.
A Europa tem, estima-se, oito milhões de imigrantes clandestinos. A maior parte dos quais são mão-de-obra não qualificada.
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