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A politica de amizade com Israel não vai mudar se Barak Obama for eleito presidente dos Estados Unidos.
O candidato democrata à Casa Branca visitou esta quarta-feira à tarde Sderot, um dos alvos predilectos das milícias palestinianas.
Rodeado pelos projécteis que atingiram a cidade, Obama elogiou a sua população:
“Hoje tenho a honra de visitar os corajosos cidadãos de Sderot que há 7 anos que sofrem constantes ameaças à sua segurança como o prova a colecção de projécteis que vemos aqui hoje”
Num discurso a piscar o olho ao poderoso looby judeu norte-americano, Obama introduziu uma nuance na questão da capital do Estado hebreu:
“Continuo a dizer que Jerusalém será a capital de Israel. Já o disse e repito-o. E também digo que é importante que a cidade não seja simplesmente cortada em dois. Mas também já afirmei que a questão do estatuto final é um assunto que tem de ser discutido com as partes envolvidas, os palestinianos e os israelitas e não cabe aos Estados Unidos ditar a forma como isso será resolvido”.
O candidato foi calorosamente recebido pela população de Sderot, depois de também ter manifestado seu apoio à recusa israelita de negociar directamente com o Hamas.
Obama, que quer ser “um actor importante” do processo de paz israelo-palestiniano classificou Israel de um “milagre que floriu”.
Nesta viagem em que procura marcar pontos nos temas de política externa, Obama não esqueceu o Irão. Para o senador do Illinois, “o mundo tem de impedir o Irão de obter a arma nuclear”.
O dia começou com a tradicional visita a Yad Vachem o monumento de memória às vítimas do holocausto.
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