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O senado italiano aprovou com 161 votos a favor, 120 contra e 8 abstenções um pacote de medidas bastante contestadas pela esquerda e por associações católicas.
A partir desta quarta-feira o delito de imigração passa a existir e será punido com 3 meses a 4 anos de prisão. As penas a que os imigrantes clandestinos sejam condenados serão agravadas num terço. A expulsão passa a ser mais simples e quem acolher imigrantes ilegais pode enfrentar até 3 anos de prisão.
“Esta lei é contrária ao princípio de igualdade e é o mínimo que podemos dizer. Não compreendo porque é que alguém deve ser punido só porque é clandestino”, contesta Anna Finocchiaro do Partido Democrata, de esquerda.
De acordo com a nova legislação, o tempo máximo de detenção em centros de retenção de imigrantes passa a ser de 18 meses, conforme a nova directiva europeia.
O ministro da justiça defende as medidas. “Vejo alguns pontos em comum com a oposição e é isso que pretendo valorizar. Desejo um diálogo sem preconceitos para defesa dos interesses dos cidadãos mas nada de certas ideologias políticas”, referiu Angelino Alfano.
Na semana passada a Cruz Vermelha deu início ao processo de recenseamento das comunidades nómadas nos arredores de Roma, onde se estima que existam cerca de 10 mil pessoas.
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