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Pelo segundo ano consecutivo, a Bélgica celebra a festa nacional mergulhada numa profunda crise política. Depois de 167 de convivência pacífica, flamengos e francófonos estão de costas voltadas.
A crise política arrasta-se há mais de um ano, desde a vitória dos cristãos-democratas da Flandres nas eleições legislativas. Em causa estão reformas institucionais em que os flamengos querem ver reforçada a autonomia das regiões.
É que a Norte, a Flandres, mais rica e próspera, não quer continuar a sustentar a minoria francófona da Valónia.
Numa última cartada para evitar a fractura o rei Alberto II nomeou 3 mediadores, 3 sábios que procuram, até ao final do mês, uma solução para a maior crise da Bélgica em mais de 150 anos de história.
Depois do rei, no domingo, foi a vez da igreja apelar a unidade entre as comunidades na homília desta segunda-feira: “Rezemos também para que o senhor dê a sua bênção ao nosso pais, para que reine a paz e para um bom entendimento entre as duas comunidades e todos os cidadãos”
Yves Leterme, que só conseguiu formar governo há 4 meses, não gostou de ver a sua demissão recusada pelo rei na semana passada: “Estou honrado com a decisão real, mas creio que é muito importante que o lado institucional, o acordo do governo, seja respeitado e não foi esse o caso a 15 de Julho”.
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