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Segundo os sindicatos, 1/2 milhão de funcionários públicos aderiram à greve de 2 dias por melhores salários no Reino Unido. O Estado fala em 300 mil grevistas.
Com a inflação actualmente acima dos 4,5% na Grã-Bretanha, o aumento de 2,45% dos salários foi considerado inaceitável pelos sindicatos.
E mesmo perdendo 2 dias de salário por causa da paralisação, os trabalhadores preferiram parar:
“Estamos todos a sofrer mas, no fim de contas, temos de continuar a por comida na mesa para os nossos filhos e fazer tudo o resto como os outros. E com os salários de miséria que temos, é impossível continuar”, explicou uma grevista.
Funcionários de escolas, bibliotecas e agentes de apoio ao domicílio, entre outros, estão então em greve por salários justos. De justiça fala também o governo sobre a proposta de aumentos que fez:
“A oferta que fizemos é justa, realista e correcta. Está no limite do que podemos suportar. Se tivéssemos considerado dar mais, isso implicaria menos serviços, menos empregos e mais impostos”, defendeu John Ransford, responsável pela administração dos municípios.
Os funcionários públicos mais mal pagos reclamam um aumento de 6% e já disseram que se nada acontecer após estes 2 dias de greve que vão estudar novas formas de protesto porque os bens essenciais não param de aumentar a um ritmo bastante superior ao dos salários.
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