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A grave crise do sector imobiliário em Espanha já fez a primeira vitima.
A Martinsa Fadesa entregou ontem o pedido de protecção contra credores, uma vez que não conseguiu renegociar a sua dívida, que ascende a 5,2 mil milhões de euros.
O pessimismo instalou-se na bolsa espanhola, depois do anuncio da Martinsa Fadesa e os titulos bancarios e imobiliários cairam fortemente.
A líder do mercado imobiliário em Espanha, está implementada em 15 países e tem um volume de negócio estimado em 10.8 mil milhões de euros. Ao todo, a Mastinsa Fadesa possui cerca de 28 milhões de metros quadrados de bens imobiliários.
A suspensâo de pagamentos por parte da empresa afectou especialmente o Banco Popular. A instituição bancária da qual Américo amorim é um dos principais accionistas é um dos grandes credores da Martinsa, com cerca de 400 milhões euros emprestados à empresa.
José Manuel Galindo, o porta voz do sector acredita que as “imobiliárias e os bancos devem tentar evitar estas circunstâncias porque aos bancos não lhes interessa convertirem-se em imobiliárias”.
Ontem, a comissão nacional de mercado de valores suspendeu o título, depois do valor da empresa ter diminuído para menos de metade, desde quinta-feira.
Para além da banca, o sector imobiliáro sofreu com a falência da Martinsa. A imobiliária Colonial é a mais penalizada ao recuar cerca de 10%.
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