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É com projectos concretos que a presidência francesa da União quer ultrapassar os obstáculos políticos e levar a bom porto a nova União para o Mediterrâneo.
Esta que é, de certa forma, a segunda fase do naufragado Processo de Barcelona tem como projecto principal a despoluição do Mediterrâneo. Um objectivo já abraçado pela Comissão Europeia e que visa eliminar 80% das fontes de poluição até 2020. Mas, com um custo estimado em dois mil milhões de euros, vai ser preciso abrir os cordões à bolsa – algo que países como a Alemanha não estão muito dispostos a fazer.
Outro grande projecto é o “plano solar mediterrânico”. A instalação de painéis solares nos países da margem Sul do Mediterrâneo deve permitir à Europa, importar, a prazo, energia limpa.
A criação de auto-estradas marítimas é o terceiro grande projecto desta União. O objectivo é melhorar a fluidez do comércio entre as duas margens do Mediterrâneo.
Mas o transporte terrestre não é esquecido: na mesa está também um projecto para interligar as rodovias da Mauritânia, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia – e criar uma auto-estrada do Magrebe árabe.
Projectos ambiciosos sobre os quais os 44 países da União para o Mediterrâneo devem chegar a acordo e, sobretudo, arranjar fontes de financiamento.
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