
Autoridades francesas denunciam negligências na origem de fuga radioactiva
11/07/08 21:25 CET
Energia Nuclear
mundo
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A autoridade francesa de segurança nuclear vai abrir um inquérito judicial à fuga radioactiva registada na segunda-feira, numa central nuclear no Sudeste do país. Num relatório apresentado hoje, os responsáveis evocam as irregularidades e negligências por detrás do incidente.
As autoridades só teriam sido alertadas, sete horas após ter sido detectada a fuga de uma das cisternas de tratamento de resíduos.
Para o responsável do organismo de controlo nuclear, a totalidade das irregularidades constatadas, “não é aceitável para uma empresa deste tipo. E de facto existiram uma série de erros humanos e negligências, que conduziram a esta fuga acidental”.
Cerca de 75 quilos de urânio foram derramados num canal nas proximidades da central, gerida pela empresa Socatri, uma filial da Areva, a gigante francesa da energia nuclear.
Para o activista da associação francesa “saír do nuclear”, a Socatri, “ilustra a degradação grave da totalidade do parque de instalações nucleares em França, tanto das centrais eléctricas como de outras fábricas”.
As autoridades ordenaram o encerramento da central de tratamento de resíduos, proibindo o consumo e utilização das águas nos arredores da instalação. O acidente surge num momento que a presidência francesa da União milita pelo recurso ao nuclear como solução para reduzir as emissões de dióxido de carbono.
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