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O petróleo voltou, esta quinta-feira, a atingir recordes históricos. O barril de Brent do Mar do Norte, cotado no mercado de Londres, chegou pela primeira vez à marca dos 146 dólares.
A queda do dólar face ao euro, com a moeda europeia perto de 1,58 USD, está a motivar as novas subidas no preço do ouro negro.
Os ganhos constantes nos preços duram há já alguns anos, mas este ano tornaram-se meteóricos.
Apenas em seis meses, os preços cresceram quase metade, dos 100 dólares para os 146 de agora.
O problema está a atingir sobretudo os Estados Unidos, como explica o corretor Anthony Grisanti: “O petróleo é relativamente barato para os europeus, porque o pagam em euros e não em dólares. Para os britânicos, a mesma coisa. É esse o nosso problema. Se a procura desce aqui, não desce em mais parte nenhuma e continua a haver uma forte procura no estrangeiro. Por isso não vejo uma forte subida nos preços, mas também não vejo qualquer alívio”.
Em Nova Iorque, o barril de WTI esteve igualmente a subir para um novo valor recorde, acima dos 145 dólares.
Além da descida na cotação do dólar, a queda nas reservas de crude norte-americanas também ajudou estes máximos históricos. Estas reservas sofreram, na semana passada, uma queda inesperada de dois milhões de barris.
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