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As FARC estão a perder força

As FARC estão a perder força

03/07/08 19:45 CET

Ingrid Betancourt

mundo

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Durante seis anos, os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia recusaram negociar. O trunfo Betancourt dava-lhes projecção na cena política internacional.

Em Março, a organização começa a dar os primeiros sinais de fraqueza com a morte de dois membros da direcção. Um contratempo, que obriga Alfonso Cano, assumir a liderança da guerrilha.

O militante que estudou Antropologia na Universidade Nacional da capital colombiana sucede a Manuel Marulanda conhecido por Tirofixo. Marulanda, o mais antigo guerrilheiro do mundo morreu, em Março, aos 78 anos. Uma morte que só viria a ser confirmada três meses mais tarde.

2008 foi para as Forças Revolucionárias da Colômbia um ano de perdas. Também, o número dois na hierarquia da guerrilha, Raul Reyes, foi abatido pelo exército colombiano numa operação desencadeada no Equador.

A morte do principal porta-voz das FARC deu-se poucos dias após a libertação de mais quatro reféns detidos pelas FARC. Um episódio olhado por muitos como um obstáculo à libertação dos restantes reféns, entre eles Ingrid Betancourt.

A última operação do exército colombiano acabou com o cativeiros de 15 pessoas, outras aguardam pela mesma sorte.

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