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“Bárbara” e “inadmissível” são os adjectivos usados pelos líderes sul-americanos para classificar a nova lei de imigração da União Europeia. A “Directiva do Retorno”, que aperta o cerco aos imigrantes clandestinos, foi o tema quente da reunião do Mercosul.
O presidente boliviano, Evo Morales, recordou aos europeus a colonização: “Eles chegaram aqui praticamente nus e utilizaram os nossos recursos, apoderaram-se de milhares de héctares de terra, exploraram os nossos irmãos, e agora aprovam uma directiva designada ‘do retorno’”
O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, ameaçou deixar de vender petróleo aos países europeus. “A Europa civilizada abriu a porta e legalizou também a barbaridade. Devemos em conjunto arranjar respostas e pedir ao Governo europeu para fazer alguma coisa acerca disso”, afirmou Chavez.
A “Directiva do Retorno” estabelece um prazo máximo de detenção dos imigrantes em situação ilegal: seis meses, ampliáveis a 18 em casos excepcionais. Prevê também a expulsão para países por onde tenham passado antes de chegarem a território europeu e proíbe-os de regressar à Europa durante cinco anos.
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