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O procurador geral da Turquia, Abdurrahman Yalcinkaya, processou o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, e acusou o partido de minar os princípios seculares da Constituição do país.
Os generais apelam à calma mas a situação política degrada-se.
O AKP nega as acusações e acusa opositores de minarem a democracia ao conspirar para derrubar o governo legitimamente eleito.
A polícia turca deteve dois generais da reserva e outras 18 pessoas com a acusação de conspirarem para derrubar o governo do país.
No total 20 pessoas, incluindo os ex-generais Hursit Tolon e Sener Eruygur, foram detidas ontem e na madrugada de hoje durante as investigações contra o partido nacionalista turco de ideologia extremista Ergenekon.
Erdogan negou que a operação policial tenha motivações políticas ou tenha sido lançada para perseguir críticos do governo, mesmo que tenha sido desencadeada algumas horas antes do procurador ter apresentado o caso contra o AKP.
Em Março, o procurador já tinha solicitado ao Tribunal Constitucional a suspensão do AKP e interdição de 71 pessoas na vida política por cinco anos, incluído Erdogan e o presidente Abdullah Gul, também do AKP.
Os governantes turcos negam ter uma agenda islâmica. Mas o procurador mantém a acusação.
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