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O “não” irlandês ao Tratado de Lisboa vem acalmar os ânimos do presidente francês. Nicolas Sarkozy não contava com mais uma crise institucional.
Sarkozy pensava que, durante, a sua presidência da União, o Tratado de Lisboa seria ratificado pelos Vinte e Sete, abrindo a via a uma cooperação mais estreita em termos de defesa europeia, por exemplo. Agora, diz Daniel Gros, director do Centre for European Policy Studies, é preciso esperar: “O principal desafio do presidente francês talvez seja ser paciente. A França não pode fazer grande coisa para influenciar a República Checa e a Polónia, a ratificação ainda tem de ser feita, incluindo na própria Irlanda. Mas com paciência e com sorte, no final do ano, talvez tenhamos a solução do problema irlandês, no sentido em que um segundo referendo irlandês talvez possa ser realizado e o Tratado aceite.”
Para além da crise institucional, a presidência francesa é obrigada a fazer face a uma crise económica. Ela não é apenas europeia, é certa, mas os europeus sentem-na todos os dias. Seja no aumento dos preços da alimentação, seja no aumento do preço dos combustíveis. A ideia, de Nicolas Sarkozy, de baixar o IVA dos combustíveis não é consensual e, para o mesmo analista, até é perigosa: “O principal problema actual é o preço do petróleo e não já nada que a União possa fazer para baixá-lo. Só pode mudar um imposto por aqui ou por ali. Mas mudar o fardo de um consumidor para outro não contribui realmente para solucionar o problema. E será muito perigoso se Sarkozy tentar levar a União Europeia para esse tipo de solução.”
Outra das prioridades de Sarkozy é a luta contra imigração ilegal. Na reunião informal dos ministros da Justiça, agendada para 7 e 8 de Julho, em Cannes, a presidência francesa deverá apresentar o seu Pacto para a Imigração. Um texto que visa uma imigração escolhida e que tem como contrapartida a ajuda ao desenvolvimento dos países de origem.
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