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Robert Mugabe está cada vez mais isolado. A um dia das presidenciais, o único candidato mostra-se determinado a seguir em frente contra tudo e contra todos.
Os líderes dos países vizinhos do Zimbabué reunidos na Suazilância apelaram, ontem, ao adiamento do escrutínio, assumindo, pela primeira vez uma posição contrária à de Robert Mugabe.
O clima de intimidação no país levou o líder da oposição a retirar-se da corrida à segunda volta das presidenciais.
Morgan Tsvangirai, que desde domingo se encontrava refugiado na embaixada holandesa saiu, ontem, por algumas horas, para pedir ajuda à União africana e à Comunidade para o Desenvolvimento Sul-Africano.
Em Inglaterra, na primeira reacção pública sobre a crise política no Zimbabué, Nelson Mandela, disse que é com tristeza que acompanha a violência na região e o fracasso da liderança do chefe de Estado
A pressão multiplica-se um pouco por toda a parte. Nos Estados Unidos e depois de George W. Bush é, agora, a vez de Barack Obama.
O candidato democrata na corrida à Casa Branca critica o líder do Zimbabué pela forma como tem conduzido a economia e a violência exercida contra o povo. Obama classifica de vergonhoso o acto eleitoral previsto para amanhã e considera que Mugabe não terá legitimidade, independentemente, dos resultados obtidos.
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