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A questão da emigração continua no centro do debate em Itália. Silvio Berlusconi deu um passo atrás no que respeita ao projecto de lei que consiste em fazer da emigração clandestina um delito punível com seis meses a 4 anos de prisão.
O volte-face do chefe de governo italiano acontece depois da Nações Unidas e do Vaticano terem criticado as rígidas leis propostas pelo governo transalpino.
Berlusconi anunciou que, para ele, “a imigração ilegal não é um delito, mas pode ser considerada uma agravante, no caso dos clandestinos cometerem crimes”.
Representantes da comunidade roma alegam discriminição e protestaram esta terça-feira, em frente da embaixada italiana, em Bucareste.
No passado mês de maio, 400 pessoas, na maioria romenas, foram detidas em Italia, no âmbito de uma operação contra a imigração clandestina. Também vários acampamentos ciganos foram queimados em Nápoles.
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