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Proibir o uso de químicos perigosos nos brinquedos é a nova proposta da Comissão Europeia. Bruxelas propôs, esta sexta-feira, a interdição de todas as substâncias químicas cancerígenas, mutagénicas e tóxicas nos brinquedos.
Os limites para outras substâncias autorizadas, como o chumbo ou o mercúrio, serão reduzidos e o uso de fragrâncias será também proibido, o que satisfaz Monique Goyens, directora-geral da União Europeia das Associações de Consumidores: “Esta plasticina, por exemplo, contém uma substância brilhante cuja composição desconhecemos. Assim, pedimos uma etiquetagem sobre a composição. Além disso, ela tem cheiro, o que prova que foi perfumada. Os perfumes são substâncias alergénicas. Portanto, pedimos que sejam proibidos, porque não fazem falta nos brinquedos.”
Os fabricantes serão obrigados a redigir informação técnica completa. E como 90% dos brinquedos são fabricados na China, os importadores terão uma responsabilidade reforçada, para garantirem o respeito das regras.
Mas Bruxelas quer também eliminar os brinquedos dentro da comida, como explica o comissário Gunter Verheugen: “Vamos proibir os produtos que as crianças tenham de comer antes de encontrarem o brinquedo. Por exemplo, temos esta geleia que tem um anel. As crianças só conseguem chegar ao anel depois de comerem a geleia. É este tipo de coisas que temos de proibir.”
Tranquilizem-se os amantes do chocolate com surpresa. Interrogado pelos jornalistas, o comissário garante que essa guloseima não será proibida: as crianças podem retirar o brinquedo antes de comerem o chocolate.
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