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“Deixem-nos trabalhar” – foi essa a mensagem deixada pelo primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, em Bruxelas, em resposta às críticas do comissário europeu para os a
Assuntos Económicos, Joaquín Almunia, a respeito do défice.
Prodi garantiu que a Itália está no bom caminho: “Mantemos rigorosamebnte as promessas feitas. No que toca a tudo o resto, é o governo do meu país quem decide a política económica. Não tenho nada a acrescentar”.
O presidente da Comissão, Durão Barroso, relembrou as condições do Pacto de Estabilidade. Prodi promete cumprir.
Disse Barroso, “Espero que o défice público fique claramente abaixo dos 3%, este ano, e que a Comissão possa encerrar o procedimento por défice excessivo. Tenho confiança em que o governo do presidente Prodi continue a consolidar a dívida”.
Em 2005 e 2006, a Itália teve um défice orçamental que ultrapassou os 4% do PIB, ou seja, mais de um ponto percentual acima do limite do pacto de estabilidade. Este ano e no próximo, o défice deve ficar abaixo dos 2%. Em termos de dívida pública, a Itália tem os valores mais altos da Europa
Almunia tinha pedido ao governo de Roma para tomar medidas mais enérgicas no combate à dívida. As críticas foram reforçadas pelo governador do Banco de Itália, Mario Draghi.
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