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Do Dubai ao Quénia. Esta era a rota que o barco dinamarquês Danica White devia ter feito, quando foi interceptado por piratas, na costa da Somália, num dos caminhos marítimos mais perigosos do mundo.
Os cinco marinheiros do cargueiro que levava materiais de construção foram libertados esta semana, depois de 83 dias em cativeiro.
Os tripulantes foram ameaçados com armas de fogo, mas o representante do ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês já confirmou que os marinheiros estão bem de saúde, apesar de terem sofrido uma experiência traumatizante.
Os piratas somalis pediam um resgate de cerca de 1 milhão de euros, que foi pago pelo governo dinamarquês. No entanto, em Copenhaga o secretário-geral do Sindicato dos Marinheiros afirma que as autoridades não tiveram o melhor papel neste processo. Morten Bach considera que o governo foi adiando as negociações para o regresso dos cidadãos a casa.
O sindicato anunciou ainda estar preparado para pagar o resgate, o mais rápido possível, mas foi impedido pelo ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês.
Libertado, o cargueiro foi escoltado para o Djibuti e os tripulantes deverão voltar a casa nos próximos dias.
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