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Livre concorrência no mercado energético é não fazer acordos. Assim considera Bruxelas, que está a investigar a alemã E.on e a francesa Gaz de France. A Comissão Europeia suspeita que as duas empresas de gás estabeleceram um acordo no qual se comprometem a não entrarem nos mercados nacionais uma da outra. Na semana passada, a francesa EDF e a belga Electrabel foram igualmente alvo de uma investigação. Em causa, contratos de longa duração, que impedem os clientes de mudarem de fornecedor de electricidade.

A liberalização do mercado energético, lançada por Bruxelas, não faz a unanimidade. Jean-Louis Borloo assinou uma carta aberta, no Financial Times alemão. O ministro francês da Economia insurge-se contra a separação da produção e da distribuição de energia – pedra de toque da liberalização, segundo Bruxelas -, e defende que esse não é o único caminho para o desenvolvimento de um mercado energético europeu. A carta foi subscrita pelos ministros de mais cinco países europeus.

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