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Várias dezenas de milhares de pessoas participaram esta tarde na manifestação contra a ampliação de uma base militar norte-americana em Vicenza, no norte de Itália. Cem mil pessoas, de acordo com a Comissão de Cidadãos de Vicenza, que convocou o protesto, 25 mil, de acordo com as autoridades, invadiram as ruas da cidade transalpina para gritarem palavras de ordem como “Não às bases” e “América, Não Obrigado” e para empunharem bandeiras vermelhas e com o arco-íris, dos partidos da extrema-esquerda, pacifistas e militantes antiglobalização, num ambiente sem provocações.
Um manifestante afirmou vir “em paz” e querer “uma grande floresta no local da base militar por duas razões: a primeira, de ordem pacifista e a segunda, como representação simbólica. Uma floresta em memória dos 150 mil civis mortos no Iraque.” Uma habitante de Vicenza considerou não se tratar de “uma manifestação anti-América” e disse ser contra “o princípio da violência”.
A manifestação deste sábado trouxe à memória das autoridades a cimeira do G8 em Génova, durante a legislatura de Silvio Berlusconi. O primeiro-ministro Romano Prodi apelou à calma e destacou 1.500 agentes para controlarem a manifestação.
Alguns parceiros governamentais apoiam o protesto e participaram mesmo na marcha, o que traz à luz as discrepâncias no seio da coligação governamental. Quem também se fez representar na manifestação foi um grupo de norte-americanos pacifistas que residem em Itália.
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