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O movimento islamita somali deu um prazo de sete dias às tropas etíopes para retirarem do país e prometeu que as atacarão caso este limite de tempo não seja cumprido. A guerrilha islâmica acusa a Etiópia de manter militares no terreno para apoiar o governo de transição somali.
Recentemente a ONU aprovou o envio de uma força africana para apoiar o governo de transição do país mas especificou que os Estados vizinhos da Somália não podem participar da missão para evitar riscos de conflitos.
Estima-se, no entanto, que o exército etíope tenha cerca de oito mil efectivos em território somali e nas fronteiras entre os dois países.
O aviso está lançado, mas o governo etíope não reconhece que tem forças de segurança no território, apenas instrutores militares para formar as tropas locais.
O anúncio surge num contexto de tensões crescentes entre a milícia islâmica e o governo de transição que busca apoio e colaboração do país vizinho. Sem unidade nacional, a Somália é palco de guerras civis intermitentes.
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