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Vladimir Putin foi o convidado de honra no jantar oferecido pela presidência finlandesa da União Europeia em Lahti mas quem honrou o presidente russo com a sua presença foram manifestantes que protestaram contra o assassinato da jornalista Anna Politkovskaya e o comportamento de Moscovo com os imigrantes georgianos.
Durante o jantar com os líderes europeus a questão primordial foi a política energética entre a União Europeia e a Rússia. Putin disse ter “ficado confirmado mais uma vez que a cooperação no domínio da energia deve basear-se nos princípios de estabilidade do mercado”. Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia frisou que este tema “não pode dividir a União Europeia e a Rússia como antes o comunismo fez”.
Apesar das boas intenções, o presidente russo não deu o seu aval para a ratificação da “Carta da Energia”, algo que a União tem persuadido a Rússia a fazer desde 1991. O tratado garantiria a segurança do aprovisionamento de gás e petróleo aos Vinte e Cinco.
Putin considera que ainda existem muitos pontos que precisam ser revistos. Vários países europeus que fizeram parte do ex-bloco comunista crêem que Moscovo utiliza a energia para pressionar noutras áreas. A Rússia fornece um quarto da energia usada pela UE.
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