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O governo israelita pronunciou-se hoje a favor da resolução 1701. O executivo liderado por Ehud Olmert quer que a comunidade internacional demonstre firmeza na aplicação do texto. Olmert desloca-se amanhã à Knesset para explicar as implicações da resolução, mas o Likud, principal partido da oposição, rejeita a trégua por considerar não existirem garantias da restituição dos soldados capturados, nem do desarmamento do Hezbollah.
Após o conselho de ministros, a chefe da diplomacia Tzipi Livni pediu o envio imediato das tropas libanesas para o sul do país.
“Não existem condições para Israel abandonar as posições, deixando um vácuo. Israel só deverá retirar se o controlo dessas áreas for assumido pelo exército libanês em conjunto com a força multinacional”, indicou a governante.
O governo israelita pretende também ver o desmantelamento do Hezbollah, que considera previsto na resolução, e exige a devolução dos soldados capturados.
Questões que o ministro da Defesa Amir Peretz terá abordado no encontro com Javier Solana, responsável pela política externa da União Europeia. Ontem, o governo libanês, do qual fazem parte dois membros do Hezbollah, aprovou por unanimidade a resolução 1701, mas emitiu algumas reservas em relação à responsabilidade pelo início do conflito.
Apesar da coesão demonstrada, este domingo, o executivo liderado por Fuad Siniora adiou uma reunião destinada a discutir o desarmamento do movimento xiita.
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