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O exército israelita está preparado para uma operação de grande envergadura na Faixa de Gaza caso o soldado raptado por um grupo palestiniano não seja libertado. Estacionadas na fronteira com os territórios palestinianos importantes forças de infantaria e artelharia aguardam ordem de ataque que virá do primeiro-ministro israelita. Ehud Olmert afirmou que Israel “atingirá” todos os que estão envolvidos no rapto e detenção de Gilad Shalit, o soldado sequestrado num ataque de activistas palestinianos contra um posto militar israelita, na fronteira com a Faixa de Gaza.
Oito comandos do Hamas, dos Comités Populares da Resistência e do “Exército Islâmico” capturaram Shalit de 20 anos, mataram outros dois efectivos israelitas e feriram seis, antes de regressar ao seu território. Os comandos entraram na base israelita de Telem através de um túnel.
O presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmud Abbas, ordenou aos seus serviços de Segurança uma vasta operação de busca em todo o território,uma busca “casa a casa”, para tentar evitar a ira de Israel. Este episódio agrava ainda mais a tensão entre palestinianos. O presidente Mahmud Abbas exorta os sequestradores a entregar o militar israelita enquanto que as brigadas dos Mártires de al-Aqasa, um grupo ligado à Fatha do presidente palestiniano apela aos raptores para que não soltem o prisioneiro. As facções palestinianas exigem ao mesmo tempo a libertação de prisioneiros em troca de informações sobre o paradeiro do soldado israelita.
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