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Um novo escândalo de violação de dados privados volta a atingir a CIA e o governo norte-americano. Depois de vigiar as comunicações dos seus cidadãos, Washington confirmou hoje que vasculhou em segredo dados bancários de indivíduos e empresas, em nome da luta contra o terrorismo mas à margem da legalidade.
Uma situação justificada oficialmente pelos poderes extraordinários conferidos ao presidente norte-americano, depois dos atentados de 11 de Setembro. No centro do escândalo estão a CIA e o departamento do Tesouro, cujo secretário, John Snow, tentou acalmar a indignação da opinião pública e dos mercados financeiros, afirmando que o rastreio dos movimentos bancários se centrou basicamente em indivíduos e empresas suspeitos de relações com a rede terrorista Al-Qaida.
O encarregado desta missão, o número dois do departamento do tesouro, Stuart Levey garantiu por seu lado que a consulta se limitou às transacções de e para os Estados Unidos. Mas segundo os media norte-americanos, Washington terá roçado a ilegalidade, ao consultar milhares de milhões de dados e arquivos relativos a operações financeiras internacionais geridas pela rede Swift baseada na Bélgica.
Já no início dos anos 90 os Estados Unidos teriam pedido autorização à empresa de direito americano e europeu para entrar no sistema. Uma concessão feita apenas após os atentados de 11 de Setembro. Os mercados financeiros internacionais inquietam-se agora com a utilização dada por Washington à informação recolhida durante pelo menos cinco anos.
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