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O presidente russo tenta acalmar as tensões com a Europa em torno do gás russo. A brusca redução nos fornecimentos em Janeiro causou grande mal-estar entre a União Europeia e a Rússia.
No tradicional discurso à Nação, Vladimir Putin afirmou-se convencido de que “só através de uma utilização eficiente da energia a Rússia pode assegurar posições dominantes e estáveis nos mercados energéticos, a longo prazo”.
Mas assegurou também que “a Rússia poderá desempenhar um papel positivo na instauração de uma estratégia energética europeia unificada.”
Numa conferência em Bruxelas, o ex-primeiro ministro russo Mikhail Kassianov – potencial candidato às presidenciais de 2008 – mostrou-se crítico em relação a Moscovo, considerando que usar o gás como “arma política” é um erro: “É inaceitável reduzir os fornecimentos de gás natural no âmbito dos contratos estabelecidos. Reduzir os fornecimentos nos países europeus é uma posição completamente inadmissível.”
O gigante público russo Gazprom controla 60 por cento das reservas nacionais e detém um monopólio dos gasodutos do país. Um quarto do gás consumido pela Europa vem da Rússia.
Para Alan Riley, especialista britânico em concorrência, “o verdadeiro problema não é tanto a ameaça da “arma energética”, mas antes a falta de confiança nos fornecimentos, devido à má gestão da empresa.”
A União Europeia quer que Moscovo ratifique o Tratado Internacional para a Energia, que obrigaria o país a abrir a sua rede de gasodutos a fornecedores externos, algo que a Rússia tem recusado fazer.
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