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O desemprego em França esteve a caír, em Fevereiro, embora de forma ligeira. Os números corrigidos por factores sazonais caíram em cerca de 15.000 pessoas.
A taxa de desemprego manteve-se estável nos 9,6%. A queda no número de desempregados superou as previsões mas, mesmo assim, os analistas pedem mais.
O desemprego está agora ao mesmo nível de há dois anos. A taxa subiu acima dos 10%, nos primeiros meses do ano passado, mas na segunda metade do ano esteve sucessivamente a caír. Tirando uma pequena subida em Janeiro, o desemprego está em queda há 11 meses consecutivos.
“Todos os meses, o número de desempregados é mais fraco, mas, se olharmos para os números da criação de emprego nas empresas privadas, são também bastante fracos. É difícil definir uma tendência. Os númeos caem, mas é preciso ter em conta que é uma queda bastante frágil e não é preciso muito para a situação se inverter”, diz Nicolas Bouzou, economista.
O Governo quer combater a desocupação com medidas como o polémico Contrato Primeiro Emprego (CPE), alvo de uma grande contestação. A favor ou contra estas medidas, os jovens mostram-se, na maior parte, desiludidos: “O facto de fazermos estudos e tirarmos um curso de cinco anos não significa automaticamente ganhar um certo nível de vida, ao contrário do que nos dizem.
Não é fácil encontrar um emprego. Somos confrontados com a realidade e pensamos que afinal ter um curso é bom, mas nunca vamos conseguir aquilo que esperávamos”, diz um jovem licenciado em direito.
O governo de Dominique de Villepin lançou a ideia do CPE para reduzir a taxa de desemprego entre os mais jovens, bastante superior à média. No entanto, a medida está a ser tudo menos bem recebida, com milhões de pessoas em manifestações nas ruas do país.
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