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O Tribunal Penal Internacional para a ex-jugoslávia está debaixo de fogo depois da morte de Slododan Milosevic no centro de detenção das Nações Unidas de Haia.
Enquanto a familia e partidários de Milosevic responsabilizam o TPI por esta morte, analistas criticam as opções jurídicas do tribunal de Haia que fizeram arrastar o julgamento. Também a imprensa europeia é pouco branda com o TPI questionando as condições de detenção dos arguidos.
Isto porque na semana passada, o antigo líder dos sérvios da Croácia, Milan Babic, a cumprir uma pena de 13 anos de prisão e principal testemunha de acusação de Milosevic, suicidou-se na sua cela da prisão do TPI.
Para o antigo enviado britânico aos Balcãs, David Owen, o desaparecimento de Milosevic antes do fim do julgamento, põe a nú o erro do TPI ao ter preferido um vasto processo, em vez de se ter concentrado num número limitado de crimes.
Embora duro, o golpe não terá sido fatal. A imagem do TPI depende agora da capacidade em levar a julgamento outros dois acusados sérvios, Ratko Mladic e Radovan Karadzic, em fuga na ex-jugoslávia desde o fim da guerra no Kosovo.
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