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A Rússia e a Ucrânia continuam de costas voltadas no que toca à questão do gás, apesar da aparente boa-disposição dos chefes de governo Mikhail Fradkov e Yuri Yekhanurov, esta segunda-feira em Moscovo.
A Rússia, que fornece o gás à Ucrânia através da empresa estatal Gazprom, quer aplicar ao país o mesmo preço que à Europa Ocidental, o que os ucranianos não querem, uma vez que fazem valer um acordo assinado no tempo da presidência de Leonid Kutchma, quando os dois países eram parceiros privilegiados.
Diz Volodimir Saprykin, analista político ucraniano, “é uma questão política, porque os países que não estão a construír uma boa relação com a Rússia, segundo os padrões russos, estão a ser penalizados com preços altos – é o caso da Moldávia, da Polónia e da Ucrânia”.
A Rússia alega que, sendo a Ucrânia considerada uma economia de mercado, o desconto deixa de fazer sentido. Serguei Yastrjembski, conselheiro do presidente Putin para assuntos da União Europeia, pede uma mediação dos Vinte e Cinco: A União Europeia poderia desempenhar um papel mais importante, uma vez que atribuíu à Ucrânia o estatuto de economia de mercado e esse estatuto é contrário a acordos como o que tinham os dois países.
“Filho, querem congelar a tua mãe” – dizia um dos cartazes na manifestação junto à embaixada russa em Kiev. A Rússia ameaça cortar o fornecimento de gás à Ucrânia a partir de um de Janeiro, se não for alcançado um acordo.
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