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Tal como era esperado pela esmagadora maioria dos analistas, o Banco Central Europeu (BCE) deixou as taxas de juro inalteradas na Zona Euro, na reunião desta quinta-feira.
O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, diz que não há pressões inflacionistas que justifiquem uma subida no preço do dinheiro: “Nos próximos meses, a taxa de inflação anual deve rondar os dois por cento. A longo prazo, não há nada que faça prever tensões inflacionistas a acumular-se na Zona Euro. Nos últimos meses, os aumentos salariais foram moderados. No contexto actual, de crescimento económico moderado, essa tendência deve continuar”, disse em conferência de imprensa, depois da reunião.
O preço do dinheiro na Eurozona mantém-se inalterado há 21 meses num mínimo histórico de dois por cento.
Segundo os analistas, é possível que a inflação venha a subir, por culpa da alta nos preços do petróleo e também do aumento das reservas de dinheiro, que em Janeiro subiram para o valor mais alto em 13 meses. A confirmar-se esse cenário, é possível que o BCE venha a subir as taxas de juro durante este ano.
Na reunião, Trichet anunciou também a revisão em baixa das previsões de crescimento para o conjunto dos Doze, de 1,9 para 1,6 por cento, este ano, e de 2,2 para 2,1 por cento, em 2006.
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