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Vladimir Putin já está em Haia (Holanda) para a Cimeira EU-Rússia. A situação na Ucrânia arrisca-se, contudo, a tornar-se o principal tema desta reunião entre o presidente russo e os líderes da União Europeia.

As relações estão tensas entre os dois blocos. Bruxelas condena a forma como decorreu o processo eleitoral e Moscovo, que já felicitou o declarado vencedor, o candidato pró-russo Viktor Ianukovitch, acusa a União de “incitar à violência”.

A Cimeira estava inicialmente prevista para o início do mês, mas Moscovo pediu o adiamento, alegando preferir discutir com a nova Comissão Barroso. Na agenda, o acordo sobre os quatro espaços comuns de cooperação: economia, segurança externa, Justiça e Interior, e educação, investigação e cultura.

Mas também aqui não se esperam grandes avanços. A Europa quer um acordo global, Moscovo prefere acordos parcelares. As questões dos vistos para os cidadãos russos ou a tentativa da União de ver uma solução política para o conflito checheno são outros espinhos na relação entre os dois blocos.

Apenas na questão Educação parece haver progressos. Na semana passada, as duas partes chegaram a acordo para a criação do Instituto de Estudos Europeus, em Moscovo.

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