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Treze anos depois de obter a independência, a Ucrânia vai hoje a votos, dividida entre os nostálgicos da era soviética e os apoiantes da aproximação do país à União Europeia.
O sufrágio é dominado pela promessa da oposição de convocar mais de 600 mil pessoas, na segunda-feira, para protestar nas ruas contra uma campanha eleitoral marcada pelas manobras de intimidação e censura levadas a cabo pelo governo.
Estados Unidos e União Europeia advertiram Kiev para a importância de que o acto eleitoral decorra de uma forma transparente e pacífica.
Na base das preocupações da comunidade internacional a pressão criada pelo actual primeiro-ministro Viktor Yanukovich sobre a oposição. Apoiado pelo presidente Leonid Kuchma, o chefe de governo é acusado de limitar os movimentos do principal candidato da oposição, o pró-europeu Viktor Yushchenko.
Mesmo ameaçado de morte, e em convalescença depois de um alegado envenenamento, o candidato liberal que defende a adesão do país à NATO e a luta contra a corrupção encontra-se lado a lado com o actual primeiro-ministro nas sondagens.
A primeira volta das eleições é vista como um teste a uma democracia dominada por uma elite pró-russa. Na véspera do escrutínio Vladimir Putin anunciou um conjunto de medidas para aproximar Kiev de Moscovo, apontando a Ucrânia como um parceiro estratégico da Rússia.
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